Resenha #1

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Quatro minutos. O que você consegue fazer em quatro minutos?

Vinte e quatro horas. E em vinte e quatro horas? O que conseguimos fazer em apenas um dia?

E quando quatro minutos de atraso fazem você perder um voo e dão início a uma jornada de 24h que te levam a enfrentar sentimentos de angústias e mágoas que você não queria enfrentar de jeito nenhum? É assim que começa a história de Hadley Sullivan, 17 anos, que se encontra viajando sozinha para o casamento de seu pai com uma completa estranha, mas o próximo voo é dali a 3 horas. Normal? Acontece sempre? Você provavelmente tem razão, mas o que você não sabe é que Hadley é claustrofóbica e que ela pira completamente com a situação de estar “presa” na sala de embarque cheia. Ao começar a se movimentar para ocupar a mente, ela derruba suas coisas e alguém a está ajudando. É aí que as coisas ficam interessantes.

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Oliver, um garoto de cabelo escuro e meio grande demais (Távendo? Não é só a Isa que é meio obcecada com o cabelo do sexo oposto!), se mostra bem prestativo e a ajuda a aliviar a tensão de sua claustrofobia (para mim, ela esquece completamente de qualquer doença quando bate os olhos nele, mas essa é a só a minha opinião).

Por um presente do destino, Oliver está no mesmo voo que ela e também na mesma fileira de poltronas. Durante as quase 10 horas que passam juntos, eles conversam e brincam e constroem uma intimidade, inclusive, ela confessa seu medo irracional de maionese e ele, fofíssimo, diz:

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A questão é que os dois têm MUITA afinidade, e a evolução da interação entre eles vai acontecendo de forma natural e espontânea; são dois jovens com seus próprios problemas que usam aquela viagem de avião como uma forma de distração. Como nem tudo são flores (bem que a gente gostaria, né? Mas todo livro precisa de um conflito ou separação), cada um segue seu caminho após o pouso da aeronave. Não vou revelar se os caminhos voltam se cruzar (gente, alguma dúvida sobre esse assunto? hahahaha).

No geral, uma leitura leve e completamente fofa, a gente vai lendo e soltando risinhos e sonhando um pouco mais. Mas também preciso comentar sobre os questionamentos acerca dos problemas de Hadley (Não importa o conteúdo do livro. Para mim, a leitura só é válida se proporciona algum tipo de questionamento) sobre a separação dos pais e uma nova mulher na vida dele. Muita gente já passou, está passando ou vai passar por isso. Talvez, se a sua situação se assemelha a dela, você possa encontrar uma maneira de levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima (vai, pode ler cantando)!

Enfim, ela (com seus medos irracionais) e ele (com suas “pesquisas” e piadas) te deixam em uma posição sem escolha: você é obrigada a se apaixonar por esse livro apaixonante. Ah! Outra coisa; dá até uma esperançazinha nos corações desocupados de amor de que quando e onde a gente menos espera, surge um inglês para te ajudar com a mala e, quem sabe, até mesmo um novo amor, né?

P.S: Só não vale ficar procurando nos aeroportos um Oliver para chamar de seu, hein? (Ok, olhar não custa nada, né? Vai que você encontra? Não que eu esteja procurando… Não estou… ou talvez esteja… hahaha)

*Não entendeu a legenda? Brulian é O casal de One Tree Hill hahahaha

1 Brulian – MUITO ruim!

2 Brulians – Leia se quiser, mas não recomendo!

3 Brulians – É uma boa leitura, mas…

4 Brulians – Recomendo, mas nem tanto assim.

5 – Brulians – RECOMENDADÍSSIMO! Leia e seja feliz!

Boa leitura,

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Continho #3

Tem algumas histórias que a gente só consegue lembrar depois de um tempo. Algumas delas você ouviu de alguém, outras foram a sua mente fértil que inventou (mas você JURA de pés juntos que aconteceram) e tem aquelas que realmente fizeram parte de algum momento do seu passado. A de hoje é sobre aquele dia em que você entrou na loja de esportes para evitar contato direto com o seu ex-namorado e com a nova namorada dele.

Sexta-feira, dia de festinha, paquerinhas e muita diversão? Não. Sexta-feira, dia de cineminha sozinha porque ninguém quis assistir ao novo filme do Tom Cruise com você.

Antes do filme você decide dar uma voltinha pelo shopping, mas evitando ao máximo para não gastar o dinheiro do banco (cheque especial, meu eterno amor <3). Ali está você, se lambuzando com um milkshake do Bob’s e olhando com inveja para a loira que vem cheia de sacolas na direção contrária; é quando você o vê. Mais bonito do que no tempo em que vocês namoravam e com uma cretina a tiracolo (cretina porque ela estava cheia de sacolas e o seu recalque é muito grande).

Você entra na loja mais próxima e só consegue parar para pensar quando o carinha vestido de Nike da cabeça aos pés te pergunta se ele pode te ajudar. Você olha em volta e obriga seu cérebro a dar uma resposta rápida: “tênis de corrida”. Oi? A única corrida que você faz é quando precisa fazer xixi o MAIS RÁPIDO possível.

Enquanto ele te explica às maravilhas do novo modelo que chegou que, aparentemente, é melhor que todos os outros do mercado e praticamente corre sozinho, seu ex entra na loja e você começa uma coreografia estranha e completamente louca para não entrar no campo de visão dele. Você tem sorte e agradece os 7 meses que fez Balé (quanto tinha 5 anos), pois aquelas aulas te deram a chance de se mover graciosamente e sem ser notada. Sem ser notada por quem importa, é verdade, já que o vendedor e metade da loja olham para você se perguntando se devem ou não chamar ajuda. O talzinho se aproxima mais e você quase grita “Tá bom, ótimo, vou levar” e sai correndo para o caixa.

Está quase tudo acabado. Você está no caixa e nem mesmo presta atenção que está comprando algo que NÃO PRECISA e que NUNCA VAI USAR. Mas seu coração está tranquilo, você não aguentaria encontrá-lo. E não é porque ainda gosta dele, é questão de orgulho mesmo. Você não quer que ele te veja sozinha em uma sexta-feira. Bobeira sua. MUITA bobeira!

“Oi!” ele diz assim que te vê no caixa. Você vira o rosto rapidamente e dá um sorriso “Marcos, Oi!”. Você pega a sacola e diz, querendo se fazer de ocupada e importante, “só vim comprar esses tênis para a corrida de amanhã. Um beijo querido, prazer viu?”.

Você sai triunfante. DEU TUDO CERTO! E você até cogita começar a correr e ser mais saudável. Claro que só começando a partir da próxima segunda-feira, já que você compra KitKat, pipoca e refrigerante para aproveitar ao máximo o filme. Na sala do cinema, a poucas poltronas da sua, Marcos e a viciada compras estão olhando para você. Você se senta perto deles, oferece um pouco de tudo o que já comprou e diz “Menino, eu tive que ver esse filme. É o Tom Cruise!”. O filme é uma merda, mas valeu pelo Tom. Final inesperado: você e a viciada em compras ficam melhores amigas e marcam um almoço para a próxima semana.

Beijos,

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A verdade sobre viajar!

Eu te pergunto: quer saber um dos maiores segredos da internet? Bem, eu vou contar do mesmo jeito! TODO MUNDO aqui AMA viajar. É sério. Em qualquer site, blog, perfil de rede social, em qualquer lugar… A maioria das pessoas deixa bem claro que “viajar é trocar a roupa da alma”.

O poeta (Mario Quintana) estava certíssimo, é claro. E eu também faço parte desse clichê. Mas eu também me pergunto, será que as pessoas têm o pé no chão na hora de planejar uma viagem?

O que eu mais vejo por aí são sites e blogs exaltando as idas à Chanel, à Burberry, comentando as “dicas ma-ra-vi-lho-sas de compras na multimarcas mais cara de New York”, agradecendo “de coração” a estadia perfeita no hotel mais caro de Paris e aos restaurantes que cobram €100 por um (mini)prato de salada com um vinho nem tão bom assim. Será que essa é realmente a realidade de TODO mundo na internet? Para mim, não é mesmo.

Não vou ser hipócrita e dizer que eu não gostaria de incluir idas as marcas de qualidade internacional e me hospedar nos hotéis mais bem conceituados do mundo; e nem estou julgando ou condenando quem gasta seu rico e suado dinheirinho com esses programas, mas não sou louca o bastante de comprometer o meu orçamento para viver experiências que irão me prejudicar depois.

Toda essa introdução de uma mulher recém-formada e (por pouco tempo! SE DEUS QUISER! KKK) sem dinheiro, é para dizer que é sim possível realizar o seu sonho de conhecer o mundo sem gastar uma pequena fortuna. A dica é uma só: saiba exatamente o que você pode e não pode fazer, e planeje cada detalhe com antecedência. Simples? NÃO MESMO! Mas vou tentar ajudar aos que querem se jogar no mundo sem entrar na listinha VIP do SPC/SERASA.

Beijos,

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Continho #2

Tem algumas histórias que a gente só consegue lembrar depois de um tempo. Algumas delas você ouviu de alguém, outras foram a sua mente fértil que inventou (mas você JURA de pés juntos que aconteceram) e tem aquelas que realmente fizeram parte de algum momento do seu passado. A de hoje é sobre a vendedora que cismou que você usava um tamanho maior.

É verão! Bom sinal! Já é tempo, de abrir o coração… E a carteira! (Se você não escuta Roupa Nova, não sabe o que está perdendo). Você precisa de uma saída de praia urgentemente. A questão é que você odeia comprar roupas de banho porque:

1) Você não usa com frequência;

2) As marcas surtaram completamente e acham que é legal cobrar R$ 300,00 em meio metro de “ticido”;

3) Você É MUITO chata e acha que nenhuma fica bem você.

Dessa vez você se anima um pouco, afinal, conseguiu perder 3 quilinhos e está se achando “a gostosa” para esse verão. Você entra na loja e já chega pedindo “Uma saída de banho P, por favor!”. A vendedora olha para você e você percebe o olhar de julgamento dela te dizendo “P? Cai na real, sua gorda!”. Relutante, ela te mostra o tamanho que você pediu e você se apaixona por um modelo coral, que vai combinar totalmente com tudo o que você já tem em casa. Perfeito!

Você prova e fica um pouquinho (bem pouquinho mesmo, MUITO POUCO) justo, você ri sem graça e diz que o modelo não te favoreceu. Ela manda um “querida, as saídas de praia precisam ser um pouco larguinhas, para ficar mais confortável”. Você se olha no provador e decide que ela tem razão, pedindo um “tamanho M, por favor”.

Ela volta com dois modelos, um M e um G. Sua cabeça surta e o seu primeiro impulso é discutir com ela. Contrariando a Lindsay Lohan em si mesma, você pega o M cautelosamente, desejando que ele fique bem no seu corpo. Ele não fica. Ainda um pouco apertado.

“Eu trouxe um G, querida”. Você olha para ela, mostrando os caninos e tentando sorrir. Você diz “Acho que o M ficou bom, não precisa do G”. Ela diz “tem certeza? Ainda me parece apertado.” Você pede licença, veste a sua roupa e se dirige ao caixa, se convencendo de que o M ficou PERFEITO! E que você “tá mesmo perdendo peso MUITO rápido, então vai ficar tudo bem”.

A vendedora/psicopata do peso/julgadora das gordurinhas invisíveis leva você até a porta da loja, te agradece e falsamente te deseja “um boa praia, você vai fazer sucesso”. Quase todos saíram felizes para sempre; ela conseguiu a venda e você se enganou por algumas horas. O final triste foi mesmo para a tal saída de praia coral, que continua guardada na sua gaveta de roupas de banho e NUNCA foi usada. Algo/Alguém sempre se dá mal, não é?

Beijos,

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