Os ventos que nos levam pra longe!

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Vou começar te falando que se você estivesse aqui comigo, no momento em que essas palavras estão fluindo, me acharia uma completa indecisa e perdida no mundo. Acho que nunca apaguei tantas sentenças como hoje, mas também, falar de mudança desperta em mim um sentimento louco e assustador. E eu tenho certeza que isso já aconteceu com você.

É louco porque é uma sensação mágica, aquele aperto no peito de que você sabe que está acontecendo uma coisa boa, e, ao mesmo tempo, é uma sensação ruim, porque sua cabeça se enche de dúvidas e insiste em te questionar se “a sensação boa” é mesmo real ou é só você tentando se convencer de que tomou a decisão correta.

É assustador porque é tudo junto, tudo acontece ao mesmo tempo. É assustador porque estou deixando para trás tudo o que eu sei que é seguro e certo. É assustador porque um mundo novo acabou de se abrir para mim e tudo o que é novo pode dar errado.

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É confuso, né? Mas faz sentido, pelo menos para mim.

Mudar de emprego, mudar de curso, mudar o cabelo, mudar de cidade, e milhares de possíveis mudanças têm, cada uma, suas implicações específicas e aterrorizantes: o emprego vai dar certo? Eu quero mesmo jogar fora três anos de curso? Meu cabelo realmente vai ficar melhor se for mais curto? Será que eu vou me sentir bem me perdendo em uma cidade novinha em folha?

Eu já me peguei pensando e debatendo algumas dessas perguntas aí de cima, e posso te garantir que a resposta não foi positiva em algumas delas, mas também garanto que me surpreendi com a resposta de outras. É sempre assim, em algumas a gente ganha, e em outras a gente perde. A vida seria perfeita demais se todas as decisões tomadas fossem as corretas (e também, gente, não existe decisão correta; o que existe é a decisão que melhor se enquadra no seu momento!).

É por isso que ouvimos o mesmo discurso de sempre. “Estude as consequências”, “pesquise bastante”, “se arrepender é a pior coisa possível”, “você quer mesmo trocar o certo pelo duvidoso”, “não acho que você combina com loiro mel” e tantas outras.

Fora tudo isso, ainda tem aquelas mudanças interiores, sabe? Você sabe do que eu estou falando, eu sei que sabe. “Devo cortar o papo com aquela amiga que só quer me ver para baixo?”, “meu namorado me trata tão mal, mas eu não tenho forças para terminar tudo”, “eu preciso perder dois quilos, mas pizza com coca-cola me faz tão bem” e muitas outras. Olha aí! Mudar, mudar e mudar. Seja de vida, de cabelo, de namorado ou de peso. Mudar é uma constante e, talvez, seja a que mais requer coragem, posicionamento e tomada de decisão. Sim, mudar é uma constante. Uma constante de pensamentos, de incertezas e do não saber o que reservaram pra gente!

Ah, e ainda tem o fato de que as mudanças que escolhemos (ou que a vida nos impõe) podem ter um efeito, negativo ou positivo, na vida das pessoas que guardamos no coração. Nossa família, nossa melhor amiga, nosso amor… Isso me lembra o causo de uma BFF, que quase não quis ir fazer intercâmbio porque não queria deixar o namorado aqui no Brasil. Gente, pode uma coisa dessas? Se for amor é amor, se não for amor é tesão; e se for tesão, ele passa! Resumindo uma longa (e bem cansativa) história, os dois foram juntos e, meses depois, ele terminou tudo porque queria “aproveitar o tempo que passaria lá” (leia-se: ficar de pegação com o maior número de americanas que caíssem na conversa melosa e sem noção dele. #guardorancordeexdeamigaquefoiumcretino).

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Se é amor, ele SEMPRE vai preferir dançar sozinho!

É aí? Bem, e aí que ela teria perdido a chance de viver uma experiência maravilhosa por uma relação fadada ao esquecimento. Mas é claro que tem os casos dos namorados maravilhosos que até nos apoiam na hora da mudança e, justamente por isso, nos fazem repensar se vale mesmo a pena arriscar esse relacionamento tão bom. Acontece? Sim, mas é errado, porque não se arrisca aquilo que é certo; um amor, quando posto à prova, vence triunfante e nos torna ainda mais felizes. A gente se arrisca com as oportunidades, com um emprego, com o cabelo e com uma cidade, mas NUNCA com a possibilidade de uma mudança arruinar um bom relacionamento!

E agora que eu estou aqui, desabafando com você, também começo a entender melhor e a colocar em perspectiva algumas das coisas em que eu mesma não acreditava, como “amor à distância” e “talvez eu queira colocar ruivo-cobre no meu cabelo”.

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– Mudar é bom | – Sim, mas não é fácil.

Uma coisa é clara, se você chora pelo simples fato de algo estar mudando, é porque sente falta do que você achou que seria para sempre. Se você chora junto com a mudança, é porque mal pode esperar para ver (e viver) o que vem por aí! Eu aprendi desde cedo que o presente é sentimento, o futuro a Deus pertence e o condicional se torna aquela pulguinha atrás da orelha da qual nunca conseguiremos nos livrar.

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O casamento (ou falta dele) da Mary vai mudar as relações da monarquia e ela decidiu aproveitar o momento!

Mude-se; se deixe mudar; molde-se ao que nunca considerou possível; beba da fonte inesperada; mexa no time que está ganhando; não deixe o copo meio cheio (ou meio vazio); cace com gato, cachorro ou papagaio; quebre barreiras, conselhos e posicionamentos que não te fazem bem!

Mas jamais, JAMAIS (e eu repito em caixa alta para você assimilar melhor) deixe de tentar. A vida é feita de tentativa, acertos e erros e, assim como na matemática, é possível passar uma borracha em tudo e tentar uma vez, e mais outra e mais outra… Então, eu te digo: vai sem medo e não se prenda ao que poderia ser. Análise as possibilidades, entenda as variáveis, se joga nas perguntas, devore as respostas e tenha em mente que o presente é quem você é, o futuro você não controla e o condicional, ou o que poderia ter sido, vai te assombrar para sempre. E para sempre é muito tempo!

Música para inspirar: Unwritten – Natasha Bedingfield

Recebi o link de uma amiga, mas eu conheço essa música há anos, é claro. Quem aí tiver uma quedinha por reality shows vai reconhecer essa música da abertura do MELHOR REALITY DE TODOS: THE HILLS.

(Lembrando que foi realmente difícil para a Lauren Conrad trocar a mansão dela em Orange County e se mudar para um conjunto luxuoso de apartamentos em L.A e ainda enfrentar as dificuldades diárias de um estágio na Vogue kkkkkkkkk #cadaumcomseusproblemas)

musica

Beijos e que a(s) sua(s) mudança(s) seja(m) sempre para melhor,

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25 comentários sobre “Os ventos que nos levam pra longe!

  1. Giu, eu tava lendo teu texto e me imaginei falando com uma amiga kkk ano passado eu mudei muitas coisas na minha vida e achei que ia me arrepender, mas até hoje estou satisfeita com as escolhas que fiz bjs

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    • Essa é a intenção, Amanda! Todo mundo passa por tanta coisa similar, né? Ai gente, você é uma abençoada por ter feito as escolhas certas e por ter tido as melhores consequências possíveis. Tô aqui torcendo pro resto de nós que ainda tá esperando “a consequência” bater na porta kkkkkk beeeeeeijo

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  2. Em 2014 eu troquei de namorado e de profissão, e ainda quero mudar o cabelo. Alguma sugestão?
    posso falar? estou morrendo de pena da menina que foi rejeitada 😦 HAUHAUHAUHAU

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    • Sim, eu te entendo totalmente! Mas uma coisa é certa: só podemos deixar essa “preocupação com os outros” ir até certo ponto, porque no fim das contas, quem vai viver com a mudança (e as consequências!) é você!
      Beeeijo e OBRGADA por voltar.

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  3. Giulia,

    Mudar é tão difícil para mim. Às vezes eu quase consigo, mas sempre desisto 😦 eu li o seu conto na semana passada e fiquei ainda mais apaixonada por paris. Parabéns, linda! bjs

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  4. Mostrei o texto para todas as minhas amigas, inclusive para uma que deixa de aproveitar as oportunidades porque está namorando. A gente cansa de falar e ela não escuta

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    • Eita, Vanessa, eu também tenho amigas assim… Mas não podemos fazer nada além do que já fazemos (conversas e mais conversas). As pessoas SEMPRE irão fazer aquilo que é mais confortável ou aquilo que elas acham certo. Tô aqui na torcida para que as consequências (qualquer decisão está sujeita a elas) das escolhas da sua amiga não sejam drásticas. Beeeeeeijo

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