Terça de Nostalgia – Gilmore Girls

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TODO mundo sempre gosta de repetir que quem vive de passado é museu, né? Mas a questão é que o passado faz parte da gente, o passado é a única razão de sermos quem somos hoje. Com isso em mente, eu preciso te dizer que eu sou uma pessoa bem (beeeem mesmo) nostálgica. Eu gosto de ouvir músicas antigas, fazer maratonas de seriados que já foram cancelados, eu gosto de ver o mesmo filme umas 30 vezes, eu curto comer algo que me lembra de uma época boa e por aí vai… Assim, toda terça eu vou falar sobre coisas do passado que me marcaram e que eu ainda amo/odeio. E, na estréia de mais uma categoria, a gente vai conversar sobre Gilmore Girls.

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O ano? 2002. A minha idade? 11 anos. A realidade? “Tal mãe, tal filha” no SBT. CAI O PANO! Foi assim que eu descobri uma das séries que marcariam a minha vida para sempre. Com suas referências quase sempre indecifráveis, seus diálogos rápidos (e ácidos!), suas piadas nos momentos certos e cenas que refletiam a vida real e o relacionamento entre uma mãe solteira e sua filha, Gilmore Girls tornou-se um reflexo para uma geração de garotas e suas mães.

A série conta a história do cotidiano da mãe solteira Lorelai Victoria Gilmore (Lauren Graham) e sua filha Lorelai “Rory” Leigh Gilmore (Alexis Bledel) que vivem no pequeno povoado fictício de Stars Hollow, em Connecticut, pequena cidade com personagens bem peculiares e localizada cerca de trinta minutos de Hartford. A série explora diversos assuntos como família, amizades, conflitos geracionais e classes sociais.

Para mim não foi muito diferente, é claro. Eu até acho que o meu amor pela série começou porque eu via a minha própria mãe na Lorelai. As brincadeiras, os conselhos, as brigas (algumas até beeeeeeeem parecidas), a amizade, a confidência…e por aí vai. “Tal mãe, tal filha” é exatamente o que eu vivo todos os dias, é cumplicidade, é carinho, é amor. Gilmore Girls é uma lembrança constante de que eu tenho a melhor amiga que eu poderia ter, a melhor companheira de séries, de novela, de jantar, de viagem, de faxina, de compras, de passeios, de praia, de correr atrás de um banheiro feito uma louca (não pergunte!), de andar eternamente por uma avenida sem saber onde vai terminar (de novo, não pergunte!), de comprar pijama combinando…a lista é infinita; assim como é infinito o meu amor por Gilmore Girls e pela minha Lorelai.

Abaixo deixo a lista com alguns dos meus episódios favoritos. E se você ainda não conhece essa obra prima da cultura pop, se joga no Google e assista TODOS os 154 episódios. Depois você me agradece! 😉

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Um bom corredor é aquele em que você é beijada!

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Porque eu te amo, seu idiota!

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Ele é tão alto!

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Não pode chorar!

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You jump, I jump Jack!

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À minha mãe, que é TUDO para mim! (A minha também, Rory)

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Você não pode ficar sentando na cama das pessoas!

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Querida mamãe e papai, minha bolsa estourou. Nos vemos depois, Lorelai.

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Não vai embora, mãe!

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Ele é meu Dean!

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Eu odeio o Robert!

Por hoje é só. E mãe, caso você esteja lendo, não importa a onde você vai, eu SEMPRE vou te seguir (ou o contrário).

Beijos,

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Onde achar uns quilinhos: Roma

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Finalmente chegou o momento de falar sobre uma das partes mais importantes de uma viagem para Itália! Não, não estou falando de visitas ao Museu do Vaticano ou das filas para ver de perto o Davi de Michelangelo; eu estou falando de “mangiare” para os italianos e de “encher o bucho” para nós. Demorei, eu sei, mas a questão é que eu queria escrever sobre comida com o maior cuidado, porque comida é coisa séria!

Você pode ser uma louca por dieta, uma preocupada com as calorias diárias ou simplesmente não admitir um único pedacinho de massa no seu corpitcho; você pode ser tudo isso, entretanto, quando se está em Roma (ou em qualquer outra parte da Itália), comer é um ritual tão importante quanto pisar em história ou entender os fundamentos da sociedade ocidental. Comer é parte de uma experiência tipicamente italiana!

Eu tive a sorte de me hospedar em um hotel que contava com um restaurante mais do que perfeito, então eu SEMPRE optava por jantar lá e, algumas vezes, até almoçar mesmo. A comida era perfeita, assim como a logística da coisa. Tão mais fácil, né?

Ah, também preciso repetir a minha dica de “não pense em reais”. Se você ficar fazendo conversão na hora de comer (ou de comprar), provavelmente vai perder a oportunidade de experimentar milhares de coisas!

Sem mais delongas, deixo com vocês meus três restaurantes favoritos (dependendo do interesse, faço uma parte 2 com mais restaurantes) na Cidade Eterna. Já peço desculpas por não ter fotos de todos os restaurantes, eu estava mais preocupada com a comida esfriando kkkkkkkkk

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Quem já leu “Duas Vezes em Roma” já ouviu falar desse restaurante, já viu as fotos da fachada e agora só falta saber: a comida é realmente boa? SIM! MIL VEZES SIM! Fui almoçar lá com mais duas pessoas e comemos extremamente bem!

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Garçons extremamente atenciosos e, se você não fala italiano, eles tentam se comunicar em inglês (se você também não fala inglês, é melhor pedir para ele parar de falar inglês com você e enrolar um portu-italiano). A comida, que é feita na hora, chegou com uns 20-30min e utilizamos esse intervalo para papear e imaginar a Isa e o Luca ali.

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Uma palavra: MARAVILHOSA! Devorei o meu e belisquei os outros três (#soudessas). A massa é caseira, firme e saborosa, Os temperos são harmoniosos entre si e os ingredientes me pareceram bem frescos. Além disso, e mais importante de tudo, os pratos são muito bem servidos e nem tivemos espaço para sobremesa.

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Metrô: Linha B – Barberini/Fontana di Trevi. Descer em direção a Fontana di Trevi, o restaurante fica em uma esquina e você precisa passar por ele para chegar até a Fontana.

Contato: Site Oficial

Telefone e Reservas: +39 06 679 0302

Crédito das fotos: Giulia Mancini e Site Oficial do Restaurante

Bônus:

1 – Não resisti e pedi para comprar um copo kkkkkkk Não estava à venda, mas pedimos com carinho e eles venderam pra gente. O mais legal é que os donos do restaurante dividiram o valor do copo entre os garçons que nos atenderam!

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2 – Um vídeo do preparo das massas! Fiquei com água na boca

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Esse restaurante fica no bairro da Isa (San Lorenzo) e esbarrei nele por acaso enquanto fazia um passeio a pé. Infelizmente, chegamos tarde demais para o almoço e tivemos que nos contentar com aperitivos. Ah, foi praticamente uma experiência gourmet pautada na exclusividade, já que nós éramos os únicos ali.

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Como éramos os únicos ali, a menina que nos atendeu foi extremamente atenciosa e pediu infinitas desculpas por eles não terem os pratos disponíveis. Não sei como seria se o restaurante estivesse cheio.

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Comemos bem, mas não comemos o que queríamos e isso foi bem chato. Por nossa culpa, é claro, já que deixamos para almoçar depois das 15:00. Não tive tempo de voltar e, na minha próxima vez, quero dar uma chance para o restaurante ficar com avaliação máxima.

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Metrô: Linha B – Policlinico. Seguir em frente pela Viale Regina Elena, em direção a Sapienza. Você vai passar pela Basílica de San Lorenzo e entrar na Via Tiburtina (se quiser, entre a esquerda na Via Degli Ausoni e você se encontrará na Piazza dei Sanniti. Sim, o endereço da Isa). Segue em frente pela Tiburtina e entra a esquerda na Via Degli Equi. Você vai cortar duas ruas e o restaurante estará a direita.

Contato: Site Oficial

Telefone e Reservas: +39 06 494 1255

Crédito das fotos: Giulia Mancini e Facebook Oficial do Restaurante

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Dia de visitar o Coliseu, horas andando e tirando fotos, por volta do meio-dia e a fome correndo por dentro. O que a gente faz? Joga no Google “restaurantes em Monti” e encontra uma deliciosa dica: La Vacca M’Briaca. Chegamos por volta das 13:30 e só havia mais uma mesa ocupada.

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Fomos muito bem servidos! O senhor não era muito de papo, mas respondia nossas perguntas com carinho e atenção. A comida chegou em 30min e dava para ver que tinha sido feita na hora.

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Massa firme, levemente temperada e saborosa, ingredientes frescos e uma das melhores bruschetas do mundo (segundo quem comeu kkkkkk). Dessa vez, uma das pessoas do grupo pediu uma taça de vinho para acompanhar a Puttanesca e o combo fez sucesso em seu paladar. A lasagna estava divina e a minha boca enche d’água só de imaginar!

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Bruscheta

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Spaghetti Puttanesca

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Lasagna

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Rigatoni Gricia

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Metrô: Linha A – Cavour – Sair do metrô e pegar a direita, segue em frente eternamente (cerca de uns 5min) e o restaurante estará a direita.

Telefone e Reservas: +39 06 48907118

Crédito das fotos: Giulia Mancini e Facebook Oficial do Restaurante

Bônus:

Em uma das paredes do restaurante, um grande quadro negro recebe as mensagens dos visitantes. Qualquer um pode escrever e marcar sua passagem por ali. Claro que, eventualmente, eles devem apagar tudo para que novas mensagens sejam escritas. Por isso, tire uma foto do seu texto e guarde no seu coração, na sua mente e no seu paladar, a memória de uma refeição maravilhosa.

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É claro que a minha experiência gastronômica não se resumiu a esses três restaurantes. Eu comi em barraquinhas de rua, comprei lanches em supermercados (que também conseguem ser deliciosos) e me aventurei em petiscos e sanduíches. Conheci lugares incomuns e que servem maravilhosamente bem e lugares famosos que me decepcionaram. Vou guardar alguns segredos da minha Roma e, quem sabe, compartilhar mais para frente. Antes de me despedir eu preciso te contar que o ditado “quem tem boca vai à Roma” pode ser adaptado para “quem tem boca PRECISA ir à Roma”. Precisa ir para comer, para beber e para se encantar com os temperos, sons e histórias inusitadas da capital mais deliciosa do mundo!

Buon Appetito,

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Séries da Giulia – How to Get Away With Murder

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Hoje é dia de uma categoria nova e, antes tarde do que nunca, eu venho discutir uma das minhas grandes paixões: séries TV.

Quem acompanha a minha relação amorosa com as séries de TV sabe muito bem o quanto eu tentei ter um relacionamento sério com a Shonda Rhimes. O quanto eu tentei gostar de Scandal (só vi a primeira temporada) e o quanto eu quis me apaixonar por Grey’s Anatomy (só vi as duas primeiras), mas, infelizmente, o nosso santo não bateu. Não curti e ainda não curto nenhuma dessas séries (me julguem!). Não estou negando o poder dela e muito menos o seu talento, mas não posso mentir.

Se você conhece o mundinho das séries, já sabe que, no Fall Season 2014, Shondinha veio mais poderosa do que NUNCA e conseguiu uma noite só dela no horário nobre da TV Americana: quinta-feira é dia de Shondaland! É aí que tudo mudou, pelo menos para mim. Shonda trouxe o meu novo guilty pleasure, a minha nova série favorita, o principal motivo da minha curiosidade entre todas as estreias da TV Americana. Shondinha trouxe “How to Get Away With Murder“.

Vamos a sinopse?

Brilhante, carismática e sedutora, a Professora Annalise Keating ministra a disciplina  de direito criminal, a qual ela batizou de”Como não ser condenado por assassinato”. Tudo muda quando Annalise encontra-se envolvida no caminho de quatro de seus alunos. O que eles não sabem, é que terão que aplicar na vida real tudo o que aprenderam em sala de aula

Ok, só de ler eu já fiquei toda entusiasmada, porque adoro um suspense e também adoro séries que envolvem advogados (talvez esse até seja o motivo do meu “blergh” com Grey’s). Caso você não seja como eu, vou te dar alguns motivos para dar uma chance e se envolver por completo e perder suas noites de quinta-feira procurando links para ver ao vivo kkkkkk

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Rezar é para os fracos!

Gente, a Annalise Keating e ninguém menos que a Viola Davis. E eu preciso te adiantar que ela está poderosa, viu? Linda, com os olhos expressivos, elegante e totalmente diferente dos principais trabalhos pelos quais ela é reconhecida.

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Assim que eu vi a Paris Liza de cabelo loiro, toda chic e falando como se fosse a dona da verdade, meu coração disparou imaginando que a Bonnie (sua personagem), bem que poderia ser a Paris do futuro. Mas como toda obcecada por Gilmore Girls já sabe, ela foi aceita em milhares de cursos e acabou escolhendo Medicina em Harvard (se a Paris aparecer em Grey’s, talvez eu volte a assistir kkkkkk).

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Desde o primeiro episodio fica evidente o cuidado de amarrar as cenas e fazer o espectador buscar respostas nos detalhes e nas ações dos envolvidos. Fique ciente de que nada está ali por acaso e de que nada do que é dito é desnecessário. Tudo se encaixa e tudo fará sentido (pelo menos eu espero!).

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É o ex-namorado da Gina Weasley? Sim, e ele cresceu, apareceu e agora é estrela da TV Americana! Como Dino Thomas, a gente não teve a oportunidade de prestar atenção em sua atuação e agora eu posso afirmar que estou gostando bastante do trabalho dele na série.

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O elenco!

E aí? Eu te convenci? Se sim, joga no Google e assista os oito episódios já exibidos da série. Na quinta vai ao ar  o nono e último do ano, com retorno previsto para Janeiro de 2015.

Se você já acompanha e manja de inglês, deixo o link para ver online quando passar nos Estados Unidos amanhã! Começa a 00:00 (horário de Brasília).

Se eu não te convenci, me conta qual é sua série favorita do Fall Season 2014!

Beijos,

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Os ventos que nos levam pra longe!

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Vou começar te falando que se você estivesse aqui comigo, no momento em que essas palavras estão fluindo, me acharia uma completa indecisa e perdida no mundo. Acho que nunca apaguei tantas sentenças como hoje, mas também, falar de mudança desperta em mim um sentimento louco e assustador. E eu tenho certeza que isso já aconteceu com você.

É louco porque é uma sensação mágica, aquele aperto no peito de que você sabe que está acontecendo uma coisa boa, e, ao mesmo tempo, é uma sensação ruim, porque sua cabeça se enche de dúvidas e insiste em te questionar se “a sensação boa” é mesmo real ou é só você tentando se convencer de que tomou a decisão correta.

É assustador porque é tudo junto, tudo acontece ao mesmo tempo. É assustador porque estou deixando para trás tudo o que eu sei que é seguro e certo. É assustador porque um mundo novo acabou de se abrir para mim e tudo o que é novo pode dar errado.

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É confuso, né? Mas faz sentido, pelo menos para mim.

Mudar de emprego, mudar de curso, mudar o cabelo, mudar de cidade, e milhares de possíveis mudanças têm, cada uma, suas implicações específicas e aterrorizantes: o emprego vai dar certo? Eu quero mesmo jogar fora três anos de curso? Meu cabelo realmente vai ficar melhor se for mais curto? Será que eu vou me sentir bem me perdendo em uma cidade novinha em folha?

Eu já me peguei pensando e debatendo algumas dessas perguntas aí de cima, e posso te garantir que a resposta não foi positiva em algumas delas, mas também garanto que me surpreendi com a resposta de outras. É sempre assim, em algumas a gente ganha, e em outras a gente perde. A vida seria perfeita demais se todas as decisões tomadas fossem as corretas (e também, gente, não existe decisão correta; o que existe é a decisão que melhor se enquadra no seu momento!).

É por isso que ouvimos o mesmo discurso de sempre. “Estude as consequências”, “pesquise bastante”, “se arrepender é a pior coisa possível”, “você quer mesmo trocar o certo pelo duvidoso”, “não acho que você combina com loiro mel” e tantas outras.

Fora tudo isso, ainda tem aquelas mudanças interiores, sabe? Você sabe do que eu estou falando, eu sei que sabe. “Devo cortar o papo com aquela amiga que só quer me ver para baixo?”, “meu namorado me trata tão mal, mas eu não tenho forças para terminar tudo”, “eu preciso perder dois quilos, mas pizza com coca-cola me faz tão bem” e muitas outras. Olha aí! Mudar, mudar e mudar. Seja de vida, de cabelo, de namorado ou de peso. Mudar é uma constante e, talvez, seja a que mais requer coragem, posicionamento e tomada de decisão. Sim, mudar é uma constante. Uma constante de pensamentos, de incertezas e do não saber o que reservaram pra gente!

Ah, e ainda tem o fato de que as mudanças que escolhemos (ou que a vida nos impõe) podem ter um efeito, negativo ou positivo, na vida das pessoas que guardamos no coração. Nossa família, nossa melhor amiga, nosso amor… Isso me lembra o causo de uma BFF, que quase não quis ir fazer intercâmbio porque não queria deixar o namorado aqui no Brasil. Gente, pode uma coisa dessas? Se for amor é amor, se não for amor é tesão; e se for tesão, ele passa! Resumindo uma longa (e bem cansativa) história, os dois foram juntos e, meses depois, ele terminou tudo porque queria “aproveitar o tempo que passaria lá” (leia-se: ficar de pegação com o maior número de americanas que caíssem na conversa melosa e sem noção dele. #guardorancordeexdeamigaquefoiumcretino).

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Se é amor, ele SEMPRE vai preferir dançar sozinho!

É aí? Bem, e aí que ela teria perdido a chance de viver uma experiência maravilhosa por uma relação fadada ao esquecimento. Mas é claro que tem os casos dos namorados maravilhosos que até nos apoiam na hora da mudança e, justamente por isso, nos fazem repensar se vale mesmo a pena arriscar esse relacionamento tão bom. Acontece? Sim, mas é errado, porque não se arrisca aquilo que é certo; um amor, quando posto à prova, vence triunfante e nos torna ainda mais felizes. A gente se arrisca com as oportunidades, com um emprego, com o cabelo e com uma cidade, mas NUNCA com a possibilidade de uma mudança arruinar um bom relacionamento!

E agora que eu estou aqui, desabafando com você, também começo a entender melhor e a colocar em perspectiva algumas das coisas em que eu mesma não acreditava, como “amor à distância” e “talvez eu queira colocar ruivo-cobre no meu cabelo”.

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– Mudar é bom | – Sim, mas não é fácil.

Uma coisa é clara, se você chora pelo simples fato de algo estar mudando, é porque sente falta do que você achou que seria para sempre. Se você chora junto com a mudança, é porque mal pode esperar para ver (e viver) o que vem por aí! Eu aprendi desde cedo que o presente é sentimento, o futuro a Deus pertence e o condicional se torna aquela pulguinha atrás da orelha da qual nunca conseguiremos nos livrar.

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O casamento (ou falta dele) da Mary vai mudar as relações da monarquia e ela decidiu aproveitar o momento!

Mude-se; se deixe mudar; molde-se ao que nunca considerou possível; beba da fonte inesperada; mexa no time que está ganhando; não deixe o copo meio cheio (ou meio vazio); cace com gato, cachorro ou papagaio; quebre barreiras, conselhos e posicionamentos que não te fazem bem!

Mas jamais, JAMAIS (e eu repito em caixa alta para você assimilar melhor) deixe de tentar. A vida é feita de tentativa, acertos e erros e, assim como na matemática, é possível passar uma borracha em tudo e tentar uma vez, e mais outra e mais outra… Então, eu te digo: vai sem medo e não se prenda ao que poderia ser. Análise as possibilidades, entenda as variáveis, se joga nas perguntas, devore as respostas e tenha em mente que o presente é quem você é, o futuro você não controla e o condicional, ou o que poderia ter sido, vai te assombrar para sempre. E para sempre é muito tempo!

Música para inspirar: Unwritten – Natasha Bedingfield

Recebi o link de uma amiga, mas eu conheço essa música há anos, é claro. Quem aí tiver uma quedinha por reality shows vai reconhecer essa música da abertura do MELHOR REALITY DE TODOS: THE HILLS.

(Lembrando que foi realmente difícil para a Lauren Conrad trocar a mansão dela em Orange County e se mudar para um conjunto luxuoso de apartamentos em L.A e ainda enfrentar as dificuldades diárias de um estágio na Vogue kkkkkkkkk #cadaumcomseusproblemas)

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Beijos e que a(s) sua(s) mudança(s) seja(m) sempre para melhor,

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Resenha #3 – O Resgate

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Denise é uma mãe solteira de 29 anos, que precisou sair de seu emprego como professora para dedicar-se ao seu filho, Kyle, que tem dificuldades na linguagem.

Taylor é empreiteiro e um destemido aliado do corpo de bombeiros da pequena cidade onde vivem, Edenton, onde atua como voluntário sempre que o avisam sobre acidentes que necessitam de auxílio.

Em uma noite de tempestade, os destinos desses dois se chocam. Denise voltando do trabalho, com Kyle na cadeirinha, sofre um terrível acidente de carro e quem a encontra é Taylor (claro!) que estava prestando seus serviços para o corpo de bombeiros. Quando olha para o banco de trás e percebe que seu filho não está lá, a primeira pergunta que ela faz é: Você está com o meu filho, não está?

Não estava. Assim, inicia-se a jornada em busca de Kyle, perdido no pântano, à noite, com uma forte chuva caindo, sozinho e com problemas na fala e audição.

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Não, o livro não é sobre a busca pelo menino. Depois de umas cinco horas, Taylor finalmente o encontra. O livro fala sobre culpa, arrependimentos, força, superação, tristezas, lutas diárias com a vida e principalmente com nós mesmos.

Como sempre, Nicholas Sparks nos faz pensar na vida do outro, o que o outro pode estar passando por trás da tal armadura que colocamos na nossa frente para mascarar o que quer que seja. Lendo a ‘Nota do Autor’ no final do livro você nunca iria imaginar que ele e a esposa passaram – e passam ainda, é claro – por tantas dificuldades em seu casamento e com seus filhos. O que, parando para pensar, é óbvio que todos nós temos momentos de dúvidas, de inseguranças, de alegrias e tristezas. Você não é um sorteado na loteria da vida por experimentar vários sentimentos ao longo da sua vida.

Esse livro me emocionou, me fez chorar, e me fez perguntar: PORQUE, NICHOLAS?? PORQUE VOCÊ FEZ ISSO??? Mas é bom para sabermos – se ainda não aprendemos (vestida com a carapuça, confesso) – que a vida não é um conto de fadas em um mundinho cor de rosa. Coisas boas e coisas ruins acontecem em nossas vidas, mas de uma coisa eu tenho certeza, todas SEMPRE servem para crescimento e amadurecimento pessoal.

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Conselho de amiga: Geeeente, sério, não sigam meus exemplos, sigam meus conselhos. Eu tenho um sério problema! Uma pessoa normal leria o livro na ordem certa, página por página, sofrendo junto, entrando no clima do contexto para em fim saber como acabará. Mas eu? Nããão, eu não. Isso não faz parte de meu vocabulário. Eu necessito, veja bem, NECESSITO, dar uma olhadinha nas páginas posteriores para saber como terminarão as coisas. Não necessariamente ver o final do livro em si, mas pelo menos o final da parte em que estou lendo (e morrendo querendo saber das coisas). E isso NUNCA dá certo. Neste livro, por exemplo, eu fui dar uma olhadinha básica e, droga, acabei vendo uma coisa que despertou meus sentidos literários e soube que aconteceu alguma coisa no meio do livro que não tinha lido ainda. O que eu fiz? Voltei a ler de onde estava para esperar a parte chegar? NÃÃÃÃÃO, fui PROCURAR a parte que eu queria, e droga de novo, estava certa. Morri ali mesmo, naquela página. Em outro livro, o personagem principal iria morrer se não fizesse uma cirurgia e eu tava lá, morrendo de chorar com toda a emoção do casal na pré-cirurgia e não aguentei, olhei! Ai depois me perguntam se eu não leio livro de suspense… Amoooor, ler eu leio, mas… nos meus termos ;D

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Estou contando minhas manias loucas, para dar finalmente o conselho: leia o livro por etapas, sorria junto com os personagens, chore junto com eles, VIVA junto com eles. Não seja insana ao ponto de “prever o futuro” dos personagens (Ou então seja mesmo. Provavelmente, vou continuar sendo também).

Mas e aí, vocês tem alguma mania de leitura? Alguma coisa? Contem para mim.

Beijos,

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