TDN – O Mundo Secreto de Alex Mack!

tercadenostalgia2

NOTA MEGATOPIMPORTANTE:

Antes de qualquer coisa, eu preciso responder uma perguntinha beeeeem básica: SIM, ESTOU VIVA!

Depois de colocar o resto da minha vida em dia, eu finalmente posso voltar para o site e continuar com as minhas divagações aleatórias, séries, comidinhas, livros, crônicas, contos…FINALMENTE está tudo no caminho certo para que a inspiração reine absoluta por aqui.

Aos poucos vou contando o que fiz nos últimos meses e o que tenho planejado para a metade restante de 2015. À quem ainda tá por aqui, junto comigo mesmo depois de 2.345 anos sem postagens, espero que goste das novidades. E à quem me abandonou (ou, no caso, sentiu-se abandonado), volta pra cá, vai? Pleeeeeease? Prometo que não vai se arrepender.

FIM DA NOTA MEGATOPIMPORTANTE!

Quem aí curtia a Fox Kids da década de 1990? Sim, eu estou falando sobre um monte de séries que deixam no chinelo qualquer produção atual do mercado televisivo para crianças e pré-adolescentes. No auge dos meus 9-10 anos, a rotina era bem simples: escola, Fox Kids, dever de casa, Fox Kids, lanche, brincar no play, Fox Kids, pedidos constantes de “posso assistir a Fox Kids só mais um pouquinho?” e dormir. Simples assim. Quanta saudade!

Alex Mack era uma das minhas favoritas e passava logo depois do almoço, de segunda a sexta (nos intervalos a gente cantava “Anna Júlia” do Los Hermanos umas mil vezes por dia). A série conta a história de Alexandra Mack, uma garota de 12 anos que se envolve em um acidente com um composto químico chamado de GC-161 e acaba desenvolvendo poderes que toda criança sonha em ter: telecinesia (mover objetos com a mente), controlar a eletricidade e virar uma poça d’água (esse parece uma besteira, mas pensa que você pode viajar em qualquer lugar ou até espiar as pessoas). Do desenrolar da série, Alex vai amadurecendo e descobrindo como conciliar seus poderes e sua vida de adolescente, sempre com a ajuda da irmã Annie (gênio da ciência) e de vários amigos (o principal deles é o Raymond, que está com ela desde o começo). Uma pena que quando eu comecei a assistir, lá em 2000, a série já havia sido cancelada há dois anos e o final é um duplo sentido que cabe ao espectador decidir o que realmente aconteceu.

Mas okay, chega de enrolação e deixa eu apresentar logo para vocês o “momento nostalgia” de hoje. Não vou fazer igual ao post passado (em que eu falei sobre meus episódios favoritos de Gilmore Girls – amo/sou Lorelai e Rory -), mas sim repassar um presente que eu ganhei recentemente (não se preocupem, esse é um presente que SUPER vale a pena compartilhar). No meu aniversário de 25 anos (#velha #umquartodeséculo #chatiada) o meu irmão resolveu traduzir e legendar alguns episódios das minhas séries favoritas de quando éramos crianças e me dar de presente (ele disse que a ideia é que eu nunca esqueça o que fazia a gente feliz quando tudo era mais simples #fofo #melhorirmaodomundo).

SIM! Alex Mack legendado para quem está querendo matar a saudade ou para quem nunca viu (e vai descobrir o que perdeu). Antes do play, cabem algumas ressalvas:

1 – NÃO tente racionalizar os diálogos e nem o enredo. A gente envelheceu, mas o episódio continua sendo para crianças.

2 – Para 1994 (ano de lançamento do episódio), os efeitos estão até legais, né?

3 – Eu não lembrava que a Annie era meio babaca com o resto do elenco kkkkkk.

4 – Boa viagem para 1994, APROVEITE!

Para habilitar a legenda basta clicar no “CC” ao lado da barra de volume e selecionar “Português”.

Assim que terminar, me diz o que achou do episódio, ok? Ah, e se você tiver alguma sugestão de série (até mesmo pra gente conseguir episódio + legenda), pode comentar aqui embaixo.

Beijos,

novaassinatura

Anúncios

E se um dia eu te amar?

14678795827_4a93738488_k

E se um dia eu te amar? Ah, sei lá. Quero fugir de todas as coisas que me fazem querer morrer por dentro e, ao mesmo tempo, quero abraçar bem apertado aquela vontade de levantar a cabeça, passar um batom vermelho e morrer de amor.

E se um dia eu te amar? Ah, quem sabe? Não tô pronta para ser feliz ainda. Essa dorzinha no peito de quando meu coração vai se apagando aos poucos às vezes me faz bem. Eu corro pra cama da mamãe, ligo o ar-condicionado e ela me conta sobre como todos os caras queriam ficar com ela em um passado não tão distante. E ali, eu e ela, ela e eu, trocando confidências e lamentações. Trocando conselhos e dividindo uma panela de brigadeiro. Ali eu tô feliz!

E se um dia eu te amar? Sai fora, perdedor! De agora em diante eu não amo mais. A partir de ontem eu decidi só viver para dentro de mim mesma e tentar descobrir o porquê desse marasmo que não me deixa colocar um salto tamanho 12, um vestido bem apertado e sair para dançar. Decidi entender porque eu tô presa no meu próprio achismo de não ser boa o suficiente.

E se um dia você me amar? Para com isso, eu não amo ninguém e ninguém me ama. Sou inamável. Sou aquela que jamais vai realizar tudo o que quis aos 25, porque eu já tô com quase 25 e quero tanta coisa. Cada dia eu quero mais. Cada dia eu faço menos. Cada dia eu sofro mais. Cada dia eu rio mais. Cada dia eu mudo mais. Cada dia eu sou uma.

E se um dia você me amar? Já digo logo que você é louco. Louquinho de pedra. Ninguém normal vai se afundar na imensidão dos meus problemas. Ninguém normal vai querer comer hambúrguer e frango frito às 4 da manhã depois de uma maratona de TV.

E se um dia a gente se amar? Eu digo que você não é normal. Que você tá se arriscando muito em resolver juntar a sua vida com a minha. Dois anormais não fazem um normal. Mas quer saber? Dois anormais tentando descobrir o certo e o errado me parece mais excitante do que uma vidinha mais ou menos regida pelas leis mudas da sociedade.

14923275302_0c651a2e4e_k

E fique ciente de que uma vez aqui, vai ser difícil me entender, mas se você olhar por outro ângulo, pode ser que dê certo. Tá bom! Eu me rendo! Pode chegar junto! Mas traz aquele doce de leite que eu gosto se não eu nem te deixo entrar.

Beijos,

assinaturaemail

Primeira crônica do ano!

4681170140_8b6e2c1156_b

Tudo em excesso faz mal; corrói, vai perfurando aos poucos e transformando o que um dia foi bonito em uma situação de tristeza sem fim. Esse princípio se aplica a namorados, amigos, família e infinitas outras relações que fazem parte da nossa vida.

Às vezes, o ex-namorado fofo continua te ligando, te mandando mensagem, querendo te ver. Ás vezes, a(o) amiga(o) não consegue parar de reclamar da vida para você, tudo é motivo de lamentações, tudo é motivo para diminuir uma conquista sua (“mas isso é fácil” ou “eu já fiz melhor”) e ela(e) nem mesmo se importa se você está bem, só quer te usar para despejar frustrações e tentar se sentir melhor com o seu fracasso. Às vezes, seus pais estão tão frustrados na vida que te implicam uma condição constante de “você está perdendo tempo” ou “o curso que você escolheu é uma droga”.

Aí, em determinado momento, a gente está tão para baixo, que o ex-namorado possessivo se torna lindo e esse amor que ele sente por você é a única coisa que você tem. Aí, o amigo da onça é o único que não se afastou de você e continua te mandando energia (mesmo que negativa!), e você só quer contato com alguém, mesmo que seja alguém que não se importa com você. Aí, você começa a acreditar nas barbaridades que ouve sobre as suas escolhas e sobre a maneira como você pretende viver a sua vida. Você realmente se questiona se escolheu o curso certo, se está no emprego com mais futuro, se você deveria abrir mão de ser feliz profissionalmente pela segurança de uma coisa que não te desperta um brilho no olhar.

É claro que tudo no começo tende a ser a melhor experiência possível. Tudo é novo e o que você nunca viveu antes é a melhor experiência da sua vida. É exatamente aí que entram todas essas pessoas: na sua experiência de vida (e nada mais!).

Difícil, né? Eu sei… Eu, você, a minha melhor amiga, meu primo, sua colega de faculdade…TODO MUNDO SABE! São situações que fizeram ou farão parte da sua (da nossa) vida. Gente, por experiência própria, eu afirmo que não é legal se contentar o que os outros querem te oferecer. Não é legal buscar migalhas ou atenção de alguém que só quer te ver para baixo. Não é legal se escorar eternamente em um (dois, três e quantos mais desse tipo você estiver vivendo) relacionamento destrutivo “só porque é tudo o que você tem”. Não é legal sentir medo de dizer não!

tumblr_maewwgHfh41rze0a8o5_250

anigif_enhanced-buzz-19433-1347546841-15

Britney disse, tá dito: eu tenho que dizer não!

Gente, ninguém merece viver uma vida pela metade. Quando deixa de te fazer bem, é o momento de parar para refletir. Quando deixa de te fazer bem, é o momento de deixar para trás. Afinal, um círculo de energia negativa só vai te prender na pior versão de si mesma: aquela que abre o maior sorriso por fora, mas por dentro é um poço de infelicidade e angústias.

 E a partir do momento em que você decidir que merece mais, não vai ser difícil cortar laços que te prendem ao passado, que te fazem mal e que não te trazem nem um segundo de felicidade. Não vai ser difícil dizer ao misógino que te atormenta que ele deve parar porque você NÃO está mais interessada. Não vai ser difícil falar “olha, depois a gente conversa” sempre que a(o) tal amiga(o) chegar junto para bater um papinho sobre como a vida dela é um saco e sua é pior ainda. Não vai ser difícil sentar com os seus pais (e eu digo pais porque, para mim, são as únicas pessoas a quem você deve satisfação. Pelo menos enquanto morar sob o teto deles) e explicar que você agradece pelas preocupações, mas que você quer cometer os seus próprios erros.

5605093210_5fecb71c61_b

Então, tá esperando o que? Quando deixa de te fazer bem, é sua responsabilidade seguir em frente e decidir conservar apenas o que te motiva e o que te traz coisas boas. Ah, o que te faz bem só evolui para melhor e te acompanha nos erros, nos acertos e em todo e qualquer passo que você decidir dar. Isso sim é a melhor coisa da vida!

Hoje, exatamente 3 meses desde a minha última postagem, eu volto com uma crônica que vai marcar o início do ano para o “giumancini.com”. Vamos em frente! (Nada melhor do que ilustrar o post com a Brit kkkkkk)

P.S: Para fechar com chave de ouro:

[youtube:https://www.youtube.com/watch?v=AJWtLf4-WWs%5D

anigif_enhanced-buzz-8703-1347545139-7

Tchauzinho!

Beijos e seja bem-vindo 2015,

assinaturaemail

Terça de Nostalgia – Gilmore Girls

tercadenostalgia2

TODO mundo sempre gosta de repetir que quem vive de passado é museu, né? Mas a questão é que o passado faz parte da gente, o passado é a única razão de sermos quem somos hoje. Com isso em mente, eu preciso te dizer que eu sou uma pessoa bem (beeeem mesmo) nostálgica. Eu gosto de ouvir músicas antigas, fazer maratonas de seriados que já foram cancelados, eu gosto de ver o mesmo filme umas 30 vezes, eu curto comer algo que me lembra de uma época boa e por aí vai… Assim, toda terça eu vou falar sobre coisas do passado que me marcaram e que eu ainda amo/odeio. E, na estréia de mais uma categoria, a gente vai conversar sobre Gilmore Girls.

Gilmore-Girls-gilmore-girls-336905_1024_768

O ano? 2002. A minha idade? 11 anos. A realidade? “Tal mãe, tal filha” no SBT. CAI O PANO! Foi assim que eu descobri uma das séries que marcariam a minha vida para sempre. Com suas referências quase sempre indecifráveis, seus diálogos rápidos (e ácidos!), suas piadas nos momentos certos e cenas que refletiam a vida real e o relacionamento entre uma mãe solteira e sua filha, Gilmore Girls tornou-se um reflexo para uma geração de garotas e suas mães.

A série conta a história do cotidiano da mãe solteira Lorelai Victoria Gilmore (Lauren Graham) e sua filha Lorelai “Rory” Leigh Gilmore (Alexis Bledel) que vivem no pequeno povoado fictício de Stars Hollow, em Connecticut, pequena cidade com personagens bem peculiares e localizada cerca de trinta minutos de Hartford. A série explora diversos assuntos como família, amizades, conflitos geracionais e classes sociais.

Para mim não foi muito diferente, é claro. Eu até acho que o meu amor pela série começou porque eu via a minha própria mãe na Lorelai. As brincadeiras, os conselhos, as brigas (algumas até beeeeeeeem parecidas), a amizade, a confidência…e por aí vai. “Tal mãe, tal filha” é exatamente o que eu vivo todos os dias, é cumplicidade, é carinho, é amor. Gilmore Girls é uma lembrança constante de que eu tenho a melhor amiga que eu poderia ter, a melhor companheira de séries, de novela, de jantar, de viagem, de faxina, de compras, de passeios, de praia, de correr atrás de um banheiro feito uma louca (não pergunte!), de andar eternamente por uma avenida sem saber onde vai terminar (de novo, não pergunte!), de comprar pijama combinando…a lista é infinita; assim como é infinito o meu amor por Gilmore Girls e pela minha Lorelai.

Abaixo deixo a lista com alguns dos meus episódios favoritos. E se você ainda não conhece essa obra prima da cultura pop, se joga no Google e assista TODOS os 154 episódios. Depois você me agradece! 😉

 episodiosgilmore

Um bom corredor é aquele em que você é beijada!

episodiosgilmore - Cópia (2)

Porque eu te amo, seu idiota!

episodiosgilmore - Cópia (3)

Ele é tão alto!

episodiosgilmore - Cópia (4)

Não pode chorar!

episodiosgilmore - Cópia (5)

You jump, I jump Jack!

episodiosgilmore - Cópia (6)

À minha mãe, que é TUDO para mim! (A minha também, Rory)

episodiosgilmore - Cópia (7)

Você não pode ficar sentando na cama das pessoas!

episodiosgilmore - Cópia (8)

Querida mamãe e papai, minha bolsa estourou. Nos vemos depois, Lorelai.

episodiosgilmore - Cópia (9)

Não vai embora, mãe!

episodiosgilmore - Cópia (10)

Ele é meu Dean!

episodiosgilmore - Cópia (11)

Eu odeio o Robert!

Por hoje é só. E mãe, caso você esteja lendo, não importa a onde você vai, eu SEMPRE vou te seguir (ou o contrário).

Beijos,

assinaturaemail

Os ventos que nos levam pra longe!

setudomudar

Vou começar te falando que se você estivesse aqui comigo, no momento em que essas palavras estão fluindo, me acharia uma completa indecisa e perdida no mundo. Acho que nunca apaguei tantas sentenças como hoje, mas também, falar de mudança desperta em mim um sentimento louco e assustador. E eu tenho certeza que isso já aconteceu com você.

É louco porque é uma sensação mágica, aquele aperto no peito de que você sabe que está acontecendo uma coisa boa, e, ao mesmo tempo, é uma sensação ruim, porque sua cabeça se enche de dúvidas e insiste em te questionar se “a sensação boa” é mesmo real ou é só você tentando se convencer de que tomou a decisão correta.

É assustador porque é tudo junto, tudo acontece ao mesmo tempo. É assustador porque estou deixando para trás tudo o que eu sei que é seguro e certo. É assustador porque um mundo novo acabou de se abrir para mim e tudo o que é novo pode dar errado.

lane-old

É confuso, né? Mas faz sentido, pelo menos para mim.

Mudar de emprego, mudar de curso, mudar o cabelo, mudar de cidade, e milhares de possíveis mudanças têm, cada uma, suas implicações específicas e aterrorizantes: o emprego vai dar certo? Eu quero mesmo jogar fora três anos de curso? Meu cabelo realmente vai ficar melhor se for mais curto? Será que eu vou me sentir bem me perdendo em uma cidade novinha em folha?

Eu já me peguei pensando e debatendo algumas dessas perguntas aí de cima, e posso te garantir que a resposta não foi positiva em algumas delas, mas também garanto que me surpreendi com a resposta de outras. É sempre assim, em algumas a gente ganha, e em outras a gente perde. A vida seria perfeita demais se todas as decisões tomadas fossem as corretas (e também, gente, não existe decisão correta; o que existe é a decisão que melhor se enquadra no seu momento!).

É por isso que ouvimos o mesmo discurso de sempre. “Estude as consequências”, “pesquise bastante”, “se arrepender é a pior coisa possível”, “você quer mesmo trocar o certo pelo duvidoso”, “não acho que você combina com loiro mel” e tantas outras.

Fora tudo isso, ainda tem aquelas mudanças interiores, sabe? Você sabe do que eu estou falando, eu sei que sabe. “Devo cortar o papo com aquela amiga que só quer me ver para baixo?”, “meu namorado me trata tão mal, mas eu não tenho forças para terminar tudo”, “eu preciso perder dois quilos, mas pizza com coca-cola me faz tão bem” e muitas outras. Olha aí! Mudar, mudar e mudar. Seja de vida, de cabelo, de namorado ou de peso. Mudar é uma constante e, talvez, seja a que mais requer coragem, posicionamento e tomada de decisão. Sim, mudar é uma constante. Uma constante de pensamentos, de incertezas e do não saber o que reservaram pra gente!

Ah, e ainda tem o fato de que as mudanças que escolhemos (ou que a vida nos impõe) podem ter um efeito, negativo ou positivo, na vida das pessoas que guardamos no coração. Nossa família, nossa melhor amiga, nosso amor… Isso me lembra o causo de uma BFF, que quase não quis ir fazer intercâmbio porque não queria deixar o namorado aqui no Brasil. Gente, pode uma coisa dessas? Se for amor é amor, se não for amor é tesão; e se for tesão, ele passa! Resumindo uma longa (e bem cansativa) história, os dois foram juntos e, meses depois, ele terminou tudo porque queria “aproveitar o tempo que passaria lá” (leia-se: ficar de pegação com o maior número de americanas que caíssem na conversa melosa e sem noção dele. #guardorancordeexdeamigaquefoiumcretino).

aGVyZDw_460sa_v1

Se é amor, ele SEMPRE vai preferir dançar sozinho!

É aí? Bem, e aí que ela teria perdido a chance de viver uma experiência maravilhosa por uma relação fadada ao esquecimento. Mas é claro que tem os casos dos namorados maravilhosos que até nos apoiam na hora da mudança e, justamente por isso, nos fazem repensar se vale mesmo a pena arriscar esse relacionamento tão bom. Acontece? Sim, mas é errado, porque não se arrisca aquilo que é certo; um amor, quando posto à prova, vence triunfante e nos torna ainda mais felizes. A gente se arrisca com as oportunidades, com um emprego, com o cabelo e com uma cidade, mas NUNCA com a possibilidade de uma mudança arruinar um bom relacionamento!

E agora que eu estou aqui, desabafando com você, também começo a entender melhor e a colocar em perspectiva algumas das coisas em que eu mesma não acreditava, como “amor à distância” e “talvez eu queira colocar ruivo-cobre no meu cabelo”.

tumblr_nebs48g0e11qj4315o1_500

– Mudar é bom | – Sim, mas não é fácil.

Uma coisa é clara, se você chora pelo simples fato de algo estar mudando, é porque sente falta do que você achou que seria para sempre. Se você chora junto com a mudança, é porque mal pode esperar para ver (e viver) o que vem por aí! Eu aprendi desde cedo que o presente é sentimento, o futuro a Deus pertence e o condicional se torna aquela pulguinha atrás da orelha da qual nunca conseguiremos nos livrar.

giphy (1)

O casamento (ou falta dele) da Mary vai mudar as relações da monarquia e ela decidiu aproveitar o momento!

Mude-se; se deixe mudar; molde-se ao que nunca considerou possível; beba da fonte inesperada; mexa no time que está ganhando; não deixe o copo meio cheio (ou meio vazio); cace com gato, cachorro ou papagaio; quebre barreiras, conselhos e posicionamentos que não te fazem bem!

Mas jamais, JAMAIS (e eu repito em caixa alta para você assimilar melhor) deixe de tentar. A vida é feita de tentativa, acertos e erros e, assim como na matemática, é possível passar uma borracha em tudo e tentar uma vez, e mais outra e mais outra… Então, eu te digo: vai sem medo e não se prenda ao que poderia ser. Análise as possibilidades, entenda as variáveis, se joga nas perguntas, devore as respostas e tenha em mente que o presente é quem você é, o futuro você não controla e o condicional, ou o que poderia ter sido, vai te assombrar para sempre. E para sempre é muito tempo!

Música para inspirar: Unwritten – Natasha Bedingfield

Recebi o link de uma amiga, mas eu conheço essa música há anos, é claro. Quem aí tiver uma quedinha por reality shows vai reconhecer essa música da abertura do MELHOR REALITY DE TODOS: THE HILLS.

(Lembrando que foi realmente difícil para a Lauren Conrad trocar a mansão dela em Orange County e se mudar para um conjunto luxuoso de apartamentos em L.A e ainda enfrentar as dificuldades diárias de um estágio na Vogue kkkkkkkkk #cadaumcomseusproblemas)

musica

Beijos e que a(s) sua(s) mudança(s) seja(m) sempre para melhor,

assinaturaemail

Resenha #3 – O Resgate

capa

brulianvoto

Denise é uma mãe solteira de 29 anos, que precisou sair de seu emprego como professora para dedicar-se ao seu filho, Kyle, que tem dificuldades na linguagem.

Taylor é empreiteiro e um destemido aliado do corpo de bombeiros da pequena cidade onde vivem, Edenton, onde atua como voluntário sempre que o avisam sobre acidentes que necessitam de auxílio.

Em uma noite de tempestade, os destinos desses dois se chocam. Denise voltando do trabalho, com Kyle na cadeirinha, sofre um terrível acidente de carro e quem a encontra é Taylor (claro!) que estava prestando seus serviços para o corpo de bombeiros. Quando olha para o banco de trás e percebe que seu filho não está lá, a primeira pergunta que ela faz é: Você está com o meu filho, não está?

Não estava. Assim, inicia-se a jornada em busca de Kyle, perdido no pântano, à noite, com uma forte chuva caindo, sozinho e com problemas na fala e audição.

DSCN3545

DSCN3534 - Cópia

Não, o livro não é sobre a busca pelo menino. Depois de umas cinco horas, Taylor finalmente o encontra. O livro fala sobre culpa, arrependimentos, força, superação, tristezas, lutas diárias com a vida e principalmente com nós mesmos.

Como sempre, Nicholas Sparks nos faz pensar na vida do outro, o que o outro pode estar passando por trás da tal armadura que colocamos na nossa frente para mascarar o que quer que seja. Lendo a ‘Nota do Autor’ no final do livro você nunca iria imaginar que ele e a esposa passaram – e passam ainda, é claro – por tantas dificuldades em seu casamento e com seus filhos. O que, parando para pensar, é óbvio que todos nós temos momentos de dúvidas, de inseguranças, de alegrias e tristezas. Você não é um sorteado na loteria da vida por experimentar vários sentimentos ao longo da sua vida.

Esse livro me emocionou, me fez chorar, e me fez perguntar: PORQUE, NICHOLAS?? PORQUE VOCÊ FEZ ISSO??? Mas é bom para sabermos – se ainda não aprendemos (vestida com a carapuça, confesso) – que a vida não é um conto de fadas em um mundinho cor de rosa. Coisas boas e coisas ruins acontecem em nossas vidas, mas de uma coisa eu tenho certeza, todas SEMPRE servem para crescimento e amadurecimento pessoal.

???????????????????????????????

?????????

Conselho de amiga: Geeeente, sério, não sigam meus exemplos, sigam meus conselhos. Eu tenho um sério problema! Uma pessoa normal leria o livro na ordem certa, página por página, sofrendo junto, entrando no clima do contexto para em fim saber como acabará. Mas eu? Nããão, eu não. Isso não faz parte de meu vocabulário. Eu necessito, veja bem, NECESSITO, dar uma olhadinha nas páginas posteriores para saber como terminarão as coisas. Não necessariamente ver o final do livro em si, mas pelo menos o final da parte em que estou lendo (e morrendo querendo saber das coisas). E isso NUNCA dá certo. Neste livro, por exemplo, eu fui dar uma olhadinha básica e, droga, acabei vendo uma coisa que despertou meus sentidos literários e soube que aconteceu alguma coisa no meio do livro que não tinha lido ainda. O que eu fiz? Voltei a ler de onde estava para esperar a parte chegar? NÃÃÃÃÃO, fui PROCURAR a parte que eu queria, e droga de novo, estava certa. Morri ali mesmo, naquela página. Em outro livro, o personagem principal iria morrer se não fizesse uma cirurgia e eu tava lá, morrendo de chorar com toda a emoção do casal na pré-cirurgia e não aguentei, olhei! Ai depois me perguntam se eu não leio livro de suspense… Amoooor, ler eu leio, mas… nos meus termos ;D

DSCN3555 - Cópia

?????????

Estou contando minhas manias loucas, para dar finalmente o conselho: leia o livro por etapas, sorria junto com os personagens, chore junto com eles, VIVA junto com eles. Não seja insana ao ponto de “prever o futuro” dos personagens (Ou então seja mesmo. Provavelmente, vou continuar sendo também).

Mas e aí, vocês tem alguma mania de leitura? Alguma coisa? Contem para mim.

Beijos,

assinaturaemail