Roteiro “Duas Vezes em Roma” Parte 1 (Tivoli)

Quem leu o post anterior já está sabendo que, a partir de agora, virão uma série de publicações sobre o mês que eu passei na Europa; e, claro, eu tinha que começar com a Itália, mais precisamente com um roteiro que os meus personagens percorrem no livro “Duas Vezes em Roma” (sim, se você leu e imaginou cada um daqueles becos e ruelas, bem como as maravilhas da Villa Adriana e os restaurantes em que eles comeram, pode ficar tranquilo que TUDO será explorado nesse roteiro)!

É importante que eu diga que eu comecei a escrever o livro antes de viajar, ou seja, eu mesma vivi a história na minha imaginação e quando finalmente cheguei a Roma foi uma emoção MUITO grande! Eu chorei kkkkk Agora chega de blá blá blá e vamos ao que interessa!

Decidi começar pela parte mais encantadora para mim, a cidade de Tivoli. Apesar de ser um bate-e-volta (aquela viagem de um dia, quando você está hospedado em determinada cidade) bastante comum, eu nunca tinha ouvido falar na cidade até o dia em que comecei a pesquisar sobre o que fazer com uma “folga” de 10 dias em Roma (gente, eu achava que 10 dias eram quase uma eternidade! kkkkkk Sabe de nada, inocente!) e encontrei um link do Tripadvisor. Foi amor à primeira vista, é claro.

Todas aquelas ruínas, toda aquela história, a aventura de conhecer um lugar novo e que eu nem sonhava que existia, um misto de sensações que me fez ansiar pelo dia em que eu finalmente pisaria naquele lugar imenso. Para quem não leu o livro (Tá esperando o que? Tá disponível no Wattpad DE GRAÇA!), eu explico um pouco sobre a cidade. Ou melhor, deixo com vocês as palavras do nosso lindo/fofo/apaixonante/futuro marido Luca:

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E eu preciso concordar. É impressionante! O imperador, viajado que só ele, mandava construir réplicas de diversos prédios que ele observava em suas longas viagens. Atualmente, tudo não passa de ruínas, mas na sala de exposição da Villa tem uma maquete que mostra o quão grande e imponente as construções foram no passado. Mas… Antes de ficar de boca aberta com a imensidão do lugar, é preciso chegar lá, né?

Confesso que eu, pesquisando na internet, realmente achei que fosse ser quase uma das tarefas do Hércules, mas utilizei diversas fontes (algumas defasadas e que contribuíram para que eu me perdesse) e perguntei aos moradores. Meu caro leitor, a partir de agora você vai ler o que eu gostaria de ter lido ANTES de entrar naquele trem na estação Tiburtina. De nada!

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Existem duas maneiras de chegar lá: a primeira (que foi a que eu utilizei) é pegando um trem na estação Tiburtina e a segunda é pegando o COTRAL Bus, que parte da estação Ponte Mammolo. Eu optei pelo trem porque já é suficiente andar de ônibus no Brasil kkkkk.

1 – O horário:

Veja o site da Trenitalia, ou baixe o aplicativo para celular (iPhone e Android). Pelo site, clique em “TUTTI IL TRENI”, selecione “ANDATA E RITORNO” e no campo “Da” escreva Roma, já no campo “A” escreva Tivoli. No campo “Ora” digite o horário que pretende sair de Roma. Eu recomendo que pegue o trem, no máximo, até as 10:00, pois só assim é possível aproveitar por completo o passeio. Não se preocupe em comprar online, imprevistos podem acontecer e não existe reembolso.

2 – Na estação Tiburtina:

A estação fica na linha azul (B) do metrô romano (sim, essa é a linha toda pichada, suja e fedida); preste atenção na direção do metrô e siga viagem.

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A estação Tiburtina!

Uma vez na estação, procure uma tabacaria (tabbacheria ou tabachi). Ela fica um pouco escondida, mas não se preocupe… Se aproxime de uns dos guardinhas e pergunte: biglietto a Tivoli? Ele é bem simpático e me apontou o lugar certo. Seja gentil e diga “Grazie!”. Na tabacaria, peça “biglietti andata e ritorno a Tivoli“; o rapaz vai te dar dois bilhetes de “Treno Regionale 40km”, exatamente como esse da foto.

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O “biglietto”.

Cada um custa €2,60, total para dois bilhetes: €5,20 (lembre-se de levar euro em espécie).

Procure um grande telão com as partidas (lembrando que, a essa altura, você já sabe qual horário você quer sair) e veja de qual plataforma ele vai partir. No meu caso, ele partiu da 1ª e eu tive que fazer uma meia maratona para chegar lá. São corredores enormes e curvas eternas… Muito longe mesmo!

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Os corredores eternos…

O bilhete que você comprou é valido por 6h a partir do momento em que você o validou em uma dessas maquininhas verdes.

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Máquina de validação!

NÃO ESQUEÇA de validar logo na primeira que você encontrar, a mais próxima da plataforma 1 está quebrada (eu tive que voltar o caminho TODO para validar o bilhete). E outra, você pode até tentar dar uma de esperto e não validar, mas se te pegarem, a multa é de mais de €100.

Entre no trem e siga viagem. Entre 40 e 60 minutos você estará na estação de Tivoli. Ah, nem se empolgue com o trem, pois ele é bem feio, já que essa é a linha regional.

3 – Chegando na cidade (uns 15 minutos de caminhada):

Yaaaay para você que chegou até aqui! Você vai descer na estação Tivoli, onde os bancos são roxos e tudo parece lindo, limpo e deserto.

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Estação fofíssima!

Siga o fluxo e você já está dentro da estação. Ela é (bem!) pequena e não tem quase ninguém (pelo menos quando eu fui). Você vai passar por uma fonte (aproveite e encha uma garrafa d’água). Quando estiver fora da estação, não vira à direita e nem à esquerda. Siga em frente e você vai se deparar com um caminho alternativo.

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Foto: Google Street View

Siga por ela e você vai passar por uma ponte e por escadarias eternas.

Não tirei fotos dessa parte, porque fui em um dia meio deserto (era março e meio da semana) e fiquei com medo de uns carinhas que estavam circulando por ali. Segurança nunca é demais e, se os seus instintos estão te alertando, pode confiar. Fotos não valem um sinistro que pode estragar a sua viagem!

Siga pela ponte, pelas escadarias e ande na direção do posto de gasolina vermelho até encontrar esse hospital, que está do lado direito.

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Continue andando em frente, você vai passar por uma farmácia e por uma quitanda (???) de flores. Ande eternamente (uns 6 minutos) e quando você levantar os olhos para esse castelo, fique bem feliz porque você acertou o caminho. Se o castelo não aparecer, pode entrar em pânico e voltar!

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O castelo!

4 – Chegando na Villa Adriana:

Do outro lado da rua você vai ver um café/tabacaria, com um toldo verde, chamado “Caffé Tratori”.

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O café onde se compra o bilhete de ônibus em Tivoli.

Entre, solte um “Buongiorno/Buonasera” e peça “due biglietti dell’autobus“, a moça vai te entregar dois bilhetes como esse da foto. Cada um custa €1,00.

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Peça dois! Andata e Ritorno!

Lembre-se de comprar dois, pois eles não são vendidos no ônibus.

Agora que você já tem os bilhetes, desça a rua…

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Ande…

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A velhinha de azul parou para bater um papinho!

Atravesse a rua…

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Agora você está na Piazza Garibaldi (em homenagem ao eterno amor da Manoela do livro “A casa das sete mulheres” kkkkk)

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Piazza Garibaldi

Se tiver tempo, tire algumas fotos (a vista é LINDA!) ou, se preferir, vá andando para a esquerda e você estará no ponto de ônibus. Lá no ponto, peque o ônibus LARANJA de número 4 ou 4x e diga para o motorista “scusate, potete dirmi dove scendere a Villa Adriana?“. Agora você pensou: “TÁ BOM QUE EU VOU FALAR ISSO HAHAHAHA”. Gente, pode soltar “Villa Adriana, per favore” que ele entende 😉  Ah, não teve foto do ônibus porque eu fiquei tirando fotos da paisagem e tive que correr para não perdê-lo.

De fato, se o motorista estiver de bom humor, ele te deixará na porta da Villa (caso contrário, você precisa andar uns 3 minutos). Eu dei sorte e fui de motorista até a porta.

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Entrada da Villa Adriana.

A bilheteria fica bem na frente, é impossível não ver. Peça seu “Biglietto singolo intero” (custa €8,00) e seja FELIZ!

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O ingresso!

Lá dentro não tem guia, não tem limites e não tem lei (mentiraaa, se liga nos lugares proibidos, eles tem uma corrente, e não vale ficar se encostando e nem sentando nas ruínas).

5 – Cheguei, amei, mas tá bom de ver ruínas. Como voltar para Roma, Giulia?

O mesmo ônibus LARANJA que te deixou lá, vai te levar de volta até a Piazza Garibaldi. Espere na porta da Villa Adriana (a mesma que você usou para entrar, próxima à bilheteria) e quando o motorista aparecer, entregue a ele o outro bilhete que você comprou na tabacaria (o verdinho de €1,00).

Chegou na Piazza? Ande de volta por todo o caminho, atravesse a ponte e chegue até a estação. Veja qual é o próximo trem até Roma, espere ele chegar, encoste a cabeça (se você der sorte, o trem da volta vai ser BEM melhor que o da ida. Pelo menos comigo foi assim) e sorria para si mesma por conta do passeio MARAVILHOSO que você acabou de fazer.

ATENÇÃO, assim que chegar na estação VALIDE o outro bilhete que você  comprou na Tabacaria da estação Tiburtina. Eu esqueci e o carinha teve que segurar o trem para que desse tempo para validação (ele só fez isso porque eu fiquei gritando “ME ESPERA! ME ESPERA! ME ESPERA!”, mas não era obrigação dele, então não conte com isso”).

Gente, esse passeio pode até não ser muito do gosto da maioria, mas eu quero deixar bem claro que valeu a pena cada minuto que eu andei e cada friozinho na barriga quando eu achava que estava me perdendo. VALEU MUITO! Respirei história, sentei nos bancos para observar a paisagem, andei pelas construções imensas e viajei no tempo. Meu coração voltou tão calmo e tão sereno. Para mim, viajar é ter contato com situações que não fazem parte da minha rotina e milênios de história definitivamente se enquadram em “fora da rotina”.

Agora, a melhor parte… Fiquem com as fotos que eu fiz (deixando claro que não tenho as habilidades do Mario Testino ou do Florian Ritter):

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Vista da Piazza Garibaldi.

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Panorama da vista.

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Ainda sobre a vista…

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Uma ladeira (bem cansativa kkkk), antes de chegar, de fato, no complexo.

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Um dos arcos que dão acesso à Villa

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Maquete da Villa Adriana.

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Bancando a fotógrafa 1

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Bancando a fotógrafa 2

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Bancando a fotógrafa 3

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Todos os caminhos te levam ao passado.

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Grandes termas.

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O que restou do piso original.

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Momentos.

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Indo embora… 😦

E aí você me pergunta: e o Teatro Marítimo? O local onde a Isa e o Luca começaram uma linda história de amor?

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Em reforma até 2015 😦 😦 😦 😦

Tudo bem, Tivoli… Eu te perdoo! Afinal, agora tenho um motivo para voltar…

Por hoje é só! Dúvidas? Sugestões? Qualquer coisa? Deixa um comentário!

Beijos,

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INFORMAÇÕES ADICIONAIS:

Aberto: TODOS os dias nos horários abaixo –

9h-17h de 2 a 31 de Jan.
9h-18h de 1 a 29 Fev.
9h–18.30h de 1 ao último sábado de Mar.
9h–19h do último domingo de Mar. a 30 de Abr.
9h–19.30h de 1 de Maio a 31 de Ago.
9h–19h dal de 1 a 30 de Set.
9h–18.30h de 1 ao último sábado de Out.
9h-17h do último domingo de Out. a 31 de Dez.

Fechado em 1 de janeiro, 1 de maio e 25 de dezembro!

Ingresso: 8 euros (meia 4 euros)

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Tá falando comigo? #1

Sim. E hoje eu vou apresentar o meu sonho pra você (tipo primeiro dia de aula na escola nova). Lembra quando tudo o que você mais queria era o bambolê do “É o Tchan”? Ou aquelas sandálias plataforma da Sheila Melo? Ou quando você chamava suas amigas para dançar aquelas letras completamente pornográficas? (Se você for um cara, substitua as perguntas por Lego, Alpargatas do Seninha e luta imaginárias de Dragon Ball Z). Uma pergunta que vale para todos os sexos: lembra das tardes no play do prédio arrumando confusão porque o coleguinha usou “bafo” para ganhar seus Tazos? Recordar é viver, já diz o clichê.

Não vou mentir para você e confesso: respondo sim para todas as alternativas. Mas para mim, uma outra pergunta fazia parte dos meus dias: lembra quando você escrevia estórias aos 8 anos e passava o dia todo enchendo o saco dos outros para que eles lessem? Essa eu também confesso: oh se eu lembro!

De lá para cá são mais de 16 anos, um diploma universitário e um único desejo: contar uma estória e provocar um sorriso bobo em todos aqueles que estão lendo. Hoje, uma parte desse sonho começa a se realizar, pois eu escrevi uma estória e as poucas pessoas que a leram terminaram aquelas duas centenas de páginas com o tal sorriso bobo que eu sempre esperei.

É para isso que lemos não é? Para fugir um pouco do estresse do dia a dia e mergulhar nas aventuras e histórias de outras pessoas; personagens completamente diferentes da gente, mas, às vezes, com alguns pontos semelhantes. Personagens que nos fazem torcer e chorar e sorrir e odiar e amar; e tantos outros sentimentos provocados por aquelas palavras cuidadosamente planejadas.

Na foto a seguir você pode ver um pouco do que eu faço no meu tempo livre, além de escrever. Deixa eu te contar um segredo: todos os meus personagens têm um pouco de mim e, quando você ler o livro, vai descobrir qual deles compartilha dessa mesma obsessão por papel e estilete.

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Enfim, eu realmente espero que a estória de amor dos meus quatro personagens te emocione da mesma maneira que eu me emocionei escrevendo. Que Bene, Anna, Luca e Isa te levem para um passeio pela cidade mais espetacular do mundo e que você decida voltar; para continuar viajando por Roma, para ler o que eu tenho a dizer, mas, principalmente, para me dizer que toda vez que você se lembra da história, o mesmo sorriso bobo volta aos seus lábios e melhora o seu dia. E eu vou te agradecer profundamente, afinal, você realizou o meu sonho (se não sorriu, pode me oferecer um guaraná e um pote de doce de leite que tá valendo também! :D)

Com amor,

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